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OBJETIVO
GERAL
O Curso de
Comunicação Social - Habilitação
em Jornalismo - da Faculdade Boas Novas tem como objetivo geral
formar
profissionais com sólidos conhecimentos de jornalismo
e, em termos excelentes, o domínio da teoria e das práticas
envolvidas no fazer jornalismo.
Espera-se que
o profissional formado tenha capacidade de pensar, fazer, agir
e ser, como cidadão e como profissional inserido no mercado
e na sociedade, daí a sua formação estar
assentada em uma grade curricular que contempla matérias
de formação básica e diversificada nos
campos da Comunicação Social e do Jornalismo;
e de formação técnica especificamente em
Jornalismo.
O desenvolvimento
da aptidão para pensar implica saber estabelecer analogias,
relacionar fenômenos, interpretá-los e fazer sínteses.
O desenvolvimento da aptidão de fazer está relacionado,
principalmente, com o domínio de habilidades para resolver
os problemas próprios do campo do jornalismo. O saber
agir envolve o desenvolvimento de competências de ordem
emocional e de relacionamento com os outros, para que o profissional
possa funcionar em equipe e ser capaz de promover a mobilização
e articulação dos recursos necessários
à realização de tarefas. O desenvolvimento
do saber diz respeito à formação do aluno
como pessoa humana. Significa dotá-lo das aptidões
para o trabalho solidário e eticamente responsável.
Em outras palavras,
o objetivo do curso é formar profissionais com um conjunto
de competências intelectuais, sociais, emocionais, éticas
e técnicas, que os tornem aptos a exercer a profissão.
Isto inclui a curiosidade intelectual, o domínio das
técnicas narrativas e expositivas das mensagens jornalísticas
para os diversos meios, o domínio das técnicas
de edição, o espírito critico e inovador,
a capacidade de iniciativa e de gerenciamento, a capacidade
para elaborar, executar e avaliar projetos em jornalismo; a
capacidade para relacionar - se com outros; e o compromisso
ético com o indivíduo, o cidadão e a sociedade.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
-
Oferecer cursos de graduação e pós-graduação
que possibilite aos seus formandos conhecimentos para que possam
desenvolver uma relação dialética com o
mercado.
-
Desenvolver projetos jornalísticos para profissionais
liberais e empresas.
-
Promover oficinas de práticas específicas, a partir
de um núcleo comum de conhecimentos.
-
Administrar o processo de inserção de estudantes
no mercado através de estágios supervisionados
pelos professores do departamento, de acordo comum com o sindicato
da categoria.
-
Abrir cursos de reciclagem e atualização, tanto
para professores quanto para profissionais do mercado.

PERFIL
DO EGRESSO
Ao jornalista
formado por este Curso reserva-se um importante papel na sociedade.
Usando os conhecimentos e instrumentos cujo domínio o
Curso se propõe transmitir, deverá trabalhar num
ambiente caracterizado pelas práticas tradicionais e
do jornalismo, às quais agora se agregam outras derivadas
das mudanças ocorridas nos anos recentes, muitas das
quais em processo de realização.
O profissional que pretendemos formar, será um cidadão
preparado, um agente comunitário solidário, um
cooperador dos órgãos públicos na prestação
da cidadania em favor do povo amazonense, capacitado para compreender
os problemas sociais na sua especificidade e na sua dimensão
ética. Através do ensino, da pesquisa e da extensão,
criaremos ainda outros mecanismos que permitirão uma
maior prestação de apoio às comunidades,
dentro deste perfil aqui traçado.
Espera-se do
jornalista formado na Faculdade Boas Novas a inserção
no mercado de trabalho, atuando nos veículos impressos
(jornais e revistas), no rádio e na televisão
destinados ao grande público, mas que também seja
capaz de ter iniciativas próprias e ser empreendedor.
Nessas condições, deverá desempenhar aos
papéis clássicos de repórter, redator,
editor, apresentador, locutor e estar preparado a desempenhar
bem em novos nichos e novas alternativas de mercado, como é
o caso da produção on-line de notícias.
A estes meios de comunicação somam - se agora
outros meios e atividades de comunicação, tais
como a tv a cabo, comunitária, educativa, direta por
satélite, jornalismo via Internet e assessorias de comunicação.
Terá, então, o papel de trabalhar com novos processos
e técnicas de coleta, codificação e difusão
de informações.
O jornalismo
poderá trabalhar em organização especializada
em comunicação, que desenvolvam de serviços
de informação para os públicos internos
e externos, como no caso de assessorias de imprensa, cujo mercado
se amplia rapidamente, englobando instituições
de diversas naturezas, tais como, as Executivo, Legislativo,
Judiciário, órgãos da administração
direta e indireta nas esferas federal, estadual e municipal.
Nas organizações
privadas, incluindo empresas comerciais e instituições
sem fins lucrativos, como as religiosas, educativas, científicas,
culturais, movimentos populares, organizações
não - governamentais e sindicatos. Neste caso, terá
o papel de formação, executar e avaliar projetos
e programas de comunicação, de relacionar - se
com a imprensa, de preparar entrevistas e criar instrumentos
de comunicação.
No mercado
que tende à segmentação, em que aumenta
o número de publicações especializadas,
cabe ao jornalista o papel de atender a diferentes exigências.
Neste sentido, a tarefa mais importante que lhe é reservada
é a de se adaptar com facilidade a diferentes situações
de trabalho. Mais do que simplesmente saber, é preciso
que ele aprenda a aprender.
Em um mundo
caracterizado pela grande complexidade, terá o importante
papel de selecionar informações relevantes, explica-las
e contextualizá-la para a orientação de
uma audiência bombardeada pelo excesso de informações.
Existe o reverso deste quadro, para cuja melhoria o jornalista
deverá desempenhar um importante papel. Trata - se de
contribuir para que os meios de comunicação atinjam
a grandes faixas de públicos, destituídos do acesso
à informação ou que recebem informação
de má qualidade.
Todas estas
atividades estão permeadas por exigências de ordem
ética. Caberá ao jornalista o papel de identificar
e equacionar os problemas éticos presentes. Cumpre destacar
que o jornalista deve atuar com independência, objetividade
e liberdade, observando, em contrapartida, os limites impostos
à liberdade, dentre os quais se incluem o direito das
pessoas à imagem e à privacidade .

GRADE
CURRICULAR
Tronco
comum da grade curricular de Comunicação Social
1º.
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
2º.
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
DICÇÃO
E INTERPRETAÇÃO ORAL |
30
|
2
|
FILOSOFIA
E COMUNICAÇÃO |
30
|
2
|
LÍNGUA
PORTUGUESA I |
60
|
4
|
LÍNGUA
PORTUGUESA II |
30
|
2
|
HISTÓRIA
DA COMUNICAÇÃO |
30
|
2
|
INTRODUÇÃO
À FOTOGRAFIA |
60
|
4
|
QUESTÕES
DA AMAZÔNIA |
30
|
2
|
TEORIA
DA COMUNICAÇÃO |
60
|
4
|
MÉTODOS
E TÉCNICAS DA PESQUISA CIENTÍFICA |
60
|
4
|
CULTURA
E SOCIEDADE |
30
|
2
|
PSICOLOGIA
|
30
|
2
|
HISTÓRIA
DA ARTE |
30
|
2
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
PRODUÇÃO
DE UMA PEÇA TEATRAL
Abordagem
local e regional ressaltando aspectos antropológico-culturais
da Amazônia e do Amazonas.
Objetivo:
Posicionar-se sobre questões amazônicas
e suas relações com a realidade de Manaus.
|
60
|
4
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
AMOSTRA
DE FOTOGRAFIA FBN
Objetivo:
Envolver os alunos em uma amostra fotográfica
cujos focos sejam os conceitos explorados nas disciplinas
expostos em linguagem fotográfica. |
60
|
4
|
TOTAL
|
300
|
20
|
TOTAL
|
300
|
20
|
3º
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
4º.
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
INFORMÁTICA
E MULTIMÍDIA |
60
|
4
|
ANTROPOLOGIA
CULTURAL |
30
|
2
|
INTRODUÇÃO
À PROGRAMAÇÃO VISUAL |
60
|
4
|
FENÔMENOS
RELIGIOSOS |
30
|
2
|
SOCIOLOGIA
|
30
|
2
|
COMUNICAÇÃO
COMUNITÁRIA |
60
|
4
|
O
TEXTO PARA A WEB |
60
|
4
|
FUNDAMENTOS
DE RÁDIO |
60
|
4
|
INTRODUÇÃO
À ECONOMIA |
30
|
2
|
FUNDAMENTOS
DE TV |
60
|
4
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
PRODUÇÃO
DE UMA HOME PAGE
Objetivo:
Iniciar os alunos na produção de instrumentos
para a WEB com base nos conceitos habilidades
desenvolvidos nas disciplinas do período. |
60
|
4
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
PRODUÇÃO
DE DOCUMENTÁRIO (DVD)
Objetivo:
Promover uma reflexão crítica
sobre o processo de produção no Rádio
e na TV e a relação com as teorias estudadas,
com ênfase na Comunicação Comunitária.
|
60
|
4
|
TOTAL
|
300
|
20
|
TOTAL
|
300
|
20
|
Tronco
Específico da Habilitação em Jornalismo
5º.
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
6º.
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
HISTÓRIA
DO JORNALISMO BRASILEIRO |
30
|
2
|
REDAÇÃO
JORNALISTICA II |
60
|
4
|
REDAÇÃO
JORNALISTICA I |
60
|
4
|
TECNICA
DE REPORTAGEM II |
60
|
4
|
TECNICA
DE REPORTAGEM I |
60
|
4
|
OPERAÇÃO
ESTÚDIO DE TV |
30
|
2
|
FOTOJORNALISMO
|
60
|
4
|
TECNICAS
DE ENTREVISTA |
30
|
2
|
ÉTICA
E LEGISLAÇÃO EM JORNALISMO |
30
|
2
|
TELEJORNALISMO
|
60
|
4
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
PRODUÇÃO
DE UM JORNAL LABORATÓRIO
Objetivo:
Iniciar os alunos na produção e edição
de notícias jornalísticas impressas. |
60
|
4
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
PRODUÇÃO
DE UM TELEJORNAL
Objetivo:
Dar aos alunos instrumentos para a produção
de um telejornal, a partir da integração
programada das disciplinas do período. |
60
|
4
|
TOTAL
|
300
|
20
|
TOTAL
|
300
|
20
|
7º
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
8º.
PERÍODO |
CH
|
CRED
|
REDAÇÃO
JORNALISTICA III |
60
|
4
|
PROJETO
EXPERIMENTAL |
300
|
20
|
METODOLOGIA
DA PESQUISA |
60
|
4
|
|
|
|
OP.
ESTÚDIO DE RÁDIO |
30
|
2
|
|
|
|
RADIOJORNALISMO
|
60
|
4
|
|
|
|
ASSESSORIA
DE IMPRENSA |
30
|
2
|
|
|
|
ATIVIDADE
INTEGRADORA
PRODUÇÃO
DE UM RADIOJORNAL
Objetivo:
Dar aos alunos instrumentos para a produção
de um telejornal, a partir da integração
programada das disciplinas do período. |
60
|
4
|
APRESENTAÇÃO
E DEFESA
DA
MONOGRAFIA
Objetivo:
Demonstrar proficiência na Iniciação
Científica tendo por base uma linha de pesquisa
desenvolvida ao longo do Curso. |
|
|
TOTAL
|
300
|
20
|
TOTAL
|
300
|
20
|
TOTAL
DO CURSO |
2400
|
160
|
|
|
|

MERCADO
DE TRABALHO
O quadro vivido
hoje pela categoria profissional do jornalista é um quadro
de crescentes dificuldades, tanto do ponto de vista do mercado
de trabalho, quanto da legitimidade e capacidade efetiva de
luta de suas entidades representativas (Sindicatos e FENAJ).Essa
situação, evidentemente, não está
dissociada da situação geral dos trabalhadores
brasileiros ao longo da década de 1990, caracterizada
pela perda de direitos históricos, desregulamentação
do trabalho, precarização, desemprego, e recuo
do movimento sindical combativo.
O desemprego
é a característica mais marcante do mercado de
trabalho do jornalista nos dias de hoje: automação,
terceirização, reestruturação das
empresas, oligopolização crescente do setor, tudo
isso gerou um enorme número de demissões, que
a crise das grandes corporações de comunicação
e o "saneamento" das folhas de pagamento com vistas
à entrada do capital estrangeiro tendem a fazer aumentar.
Fragmentação
da categoria dispersa por milhares de assessorias e pequenas
empresas; natureza peculiar da profissão, que permite,
por exemplo, certo trânsito entre a condição
de assalariado e a de pequeno empresário; o ambiente
de incentivo ao individualismo e de desestímulo à
organização; enormes pressões do patronato
e medo do desemprego - tudo isso levou a um enfraquecimento
dos sindicatos de jornalistas.
Tomando por
base o maior mercado jornalístico do Brasil, em São
Paulo , constata-se situações problemáticas
do tipo: o Sindicato sequer enfrenta o veto do Estadão
aos cartões de ponto, a proibição da TV
Globo e da CBN ao ingresso da entidade nas suas dependências,
ou ainda a exploração feroz existente nos portais
da Internet, como o IG, com sobrejornadas e substituição
de profissionais por estagiários com salários
aviltantes, para ficar em alguns exemplos. E só agora
toma as primeiras medidas contra a prática da TV Bandeirantes
de obrigar seus jornalistas a transformarem-se em "pessoa
jurídica" (PJ), encontrada também na TV Globo
e em outras empresas. O Sindicato dos Jornalistas de São
Paulo tem cerca de 3.500 filiados, numa categoria de cerca de
20.000 trabalhadores, dos quais pelo menos 15.000 na ativa.
É um índice de filiação de somente
23%, que o coloca em situação inferior à
da grande maioria dos sindicatos brasileiros, mesmo no difícil
quadro atual. A situação é semelhante no
Rio de Janeiro e em diversos outros Estados.
Portanto, a
tarefa do momento é reaglutinar a categoria em torno
dos sindicatos e lutar para inverter, ou equilibrar, a correlação
de forças com o patronato. É uma tarefa de política
sindical, que envolve longo e persistente processo de organização
da categoria nos locais de trabalho, prolongada luta ideológica
e a extinção de práticas como a taxação
compulsória.
Neste sentido, em
nada ajudaria a criação dos conselhos, cogitado
por muitos. Ao contrário: ao retirar funções
do Sindicato, ao delegar aos conselhos poderes que se confundem
com os dos sindicatos, a criação dos conselhos
ameaça enfraquecer, ainda mais, o movimento sindical
dos jornalistas. Além do que, os conselhos vão
superonerar categoria, muitos dos profissionais, empobrecidos,
não conseguem sequer pagar o Sindicato, como então
pagariam as taxas que os conselhos vierem a fixar e cobrar?
Tendo que optar entre a adesão voluntária (o pagamento
ao Sindicato) e a imposição da lei (o pagamento
aos conselhos), o jornalista certamente ficará com a
segunda.
A formação
universitária de jornalistas também mostra deficiências,
e os principais indicadores disso são os seguintes:
- falta
de afirmação, pelos próprios professores
da área, de como deve ser esta graduação,
sendo seu sinal mais evidente a não superação
da dicotomia "teoria" e "prática"
no desenvolvimento do ensino;
-
credibilidade pouco vigorosa do diploma no mercado;
-
existência de uma pós-graduação desvinculada
das exigências de conhecimento da formação
graduada, que é voltada à preparação
profissional;
-
inexatidão quanto aos atributos necessários ao
professor de jornalismo, o que pode ser representado pelo seguinte
dilema: o correto seria uma formação apenas acadêmica
ou uma formação que aglutine experiência
profissional no mercado, ou, ainda, somente experiência?;
-
graduação realizada como habilitação
do curso de Comunicação Social, o que significa
uma formação não-integral, com escasso
tempo para disciplinas focadas na profissão, como também
falta de identidade profissional, já que o nome do curso
não remete ao jornalismo.
Eis o ponto central do sistema "formação
de jornalistas". Para compreendê-lo, mostra-se o
processo de realimentação entre seus componentes,
ou partes que o formam, relacionando-os em interações
de causa-efeito, onde a causa também é um efeito
e um efeito também é uma causa.
É certo que sempre haverá exceções,
no todo ou em partes, nossa intenção é
aprimorar o ensino do jornalismo, a abordagem é dirigida
aos pontos falhos existentes na graduação, procurando
apontar formas de correção.
